Lágrimas de seda


Falta de identidade
Na base da originalidade
Do estado de calamidade
Que é a tua infelicidade

Inteligência proscrita
Feita de uma marmita
Que não sopra nem apita
Pois cola menos que uma fita

Lutando por uma paz
Que a mim tanto me faz
Já dos tempos que era rapaz
Contra essa droga de pessoas más

Porque foi sinalizado ao tempo
Esse ardor com ar de jumento
Tal a pancada que nem me sento
Ao dormir sozinho ao relento


O som do mar que vai e vem
Nessa pegada de monstro de Belém
Faz me crer que ele não tem
Essa puta cheia do teu desdém


Conspirando em franca sintonia
Daquela que não acaba um dia
Como se fosse uma bacia
De polvo ou enguia

Vasco Pompaelo*